24 de maio de 2017

A Aurora é Coletiva – Residência Artística



A Cia. Teatro do Incêndio recebe inscrições até o dia 7 de junho para o edital "A Aurora é Coletiva – Residência Artística". A companhia vai selecionar dois coletivos teatrais para que desenvolverem, em sua sede, trabalhos de pesquisa estética, incluindo imersão em suas produções. Os grupos poderão utilizar as dependências do Teatro do Incêndio durante quatro meses (de 3 julho a 30 outubro de 2017) com apoio financeiro de 16 mil reais. As inscrições devem ser feitas unicamente pelo portal SP Cultura, onde pode ser acessado o regulamento e o edital: http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/2718/. Os selecionados serão divulgados no dia 17 de junho, quando os grupos serão convocados para reunião no Teatro do Incêndio a fim de formalizar a parceria. Como parte do projeto, ao final da residência, os coletivos contemplados participarão de uma semana de experimentação com os atores do Teatro do Incêndio, dentro do projeto "Poesia Cênica Conjugada", aberto gratuitamente ao público. “O intuito é possibilitar que os grupos continuem organizados, sem paralisarem suas atividades, já que o número de coletivos que realizam um trabalho de pesquisa continuada é muito maior que o total de editais oferecidos atualmente em todas as esferas”, argumenta Marcelo Marcus Fonseca, diretor e fundador da Companhia Teatro do Incêndio.

23 de maio de 2017

O Jogo do Amor e da Morte

Foto: Vagner Click

A peça teatral "O Jogo do Amor e da Morte" estreia 27 de maio com texto e direção de Eliseu Paranhos. “O Jogo do Amor e da Morte” busca inspiração em diversas obras literárias para contar a história de um homem (interpretado por Eliseu Paranhos) e de uma mulher (interpretado por Juliana Fagundes), fragilizados e paralisados diante de suas dores. A cada noite um jogo é proposto. Assim, “Os Maias” de Eça de Queiroz, “Giovanni” de James Baldwin e “Olhos Azuis – Cabelos Pretos” de Marguerite Duras emprestam seus personagens para que esses “jogos” se estabeleçam, numa expiação incessante que só acontece à noite – durante os dias os personagens somem, como vampiros. Os espectadores ficam a poucos metros dos atores de forma que uma experiência naturalista é levada às últimas consequências, ainda que elementos distanciadores desafiem esta lógica – como o notebook ligado o tempo todo ou o som de mar intermitente vindo de alto-falantes. Na narrativa, um homem contrata uma mulher para lhe fazer companhia por cinco noites. A cada noite um jogo é proposto no qual eles devem representar papéis diferentes, sempre relacionados a amores frustrados e abandonos. A peça fica em cartaz na Casa dos Fagundes: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1239. As apresentações serão aos sábados  às 21h e domingos às 20h.

22 de maio de 2017

Será o Benedito!


Mário de Andrade é simples e eficaz na narrativa de "Será o Benedito!" Com uma ironia extraordinária e ao mesmo tempo trivial, ele relata a história de belíssimos personagens numa história bem brasileira e rural. Sexto volume da premiada coleção "Dedinho de Prosa", a crônica ilustrada por Odilon Moraes, retrata o encontro entre o homem maduro e o jovem menino, trazendo à tona os temas da amizade e da pureza, numa leve prosa cotidiana. Durante as férias na Fazenda Larga, o narrador encontra Benedito, um negrinho obcecado por conhecer a cidade grande, que ouvia atento a narração do visitante sobre os arranha-céus, chauffers, cantores de rádio, o presidente da República... As belas ilustrações traduzem a separação dos dois universos (cidade e campo), construída ao longo do texto. É sempre bom lembrar e ressaltar que Mário de Andrade foi um dos mais importantes nomes do modernismo brasileiro. 

19 de maio de 2017

Roque Santeiro

Foto: João Caldas Filho

A peça escrita em 1963 deveria ter sido encenada em 1965, mas foi censurada pelo governo militar. Em 1975, Dias Gomes (1922-1999) adaptou a obra para a televisão e esta versão também foi proibida. Só dez anos depois, em 1985, já com o país vivendo um processo de democratização, é que a novela foi levada ao ar. Esta é a primeira montagem de Roque Santeiro, em formato musical, em São Paulo. O texto foi pensando originalmente pelo autor Dias Gomes como uma opereta popular. A trilha sonora composta por Zeca Baleiro é executada ao vivo pelos atores com o apoio de dois músicos - André Bedurê (baixo e violão) e Érico Theobaldo (guitarra, percussão e eletrônicos). Baleiro musicou algumas letras do autor que já existiam na versão original do texto e compôs outras canções especialmente para a peça. “A trilha traz um toque levemente marcial, um certo tom militar, mas também tem elementos de bolero, tango, baião, valsa, muita brasilidade e brejeirices. Mas é bom deixar claro: a peça é diferente da novela, desde o texto até a música”, comenta Zeca Baleiro. Roque Santeiro marca a quarta parceria da diretora Debora Dubois com o compositor. Juntos, eles já fizeram “Quem tem Medo de Curupira?”, “Lampião e Lancelote” e “A Paixão Segundo Nelson”. A direção de movimento é de Fabrício Licursi que, junto com Debora Dubois, optou por coreografias mais orgânicas, que misturam gestos e traços característicos dos personagens com a movimentação coletiva nos números musicais, como se reproduzissem festas populares na fictícia cidade de Asa Branca. A peça está no Teatro FAAP, Sextas e Sábados às 21h e Domingos às 18h. O teatro fica na Rua Alagoas, 903 - Higienópolis, São Paulo.

18 de maio de 2017

ABCDança

Foto: Paulo Popo

Em sua 12ª edição, o Projeto ABCDança circula pelas cidades do ABCD Paulista e capital São Paulo, propondo uma diversificada programação de dança em seus múltiplos estilos, que envolve espetáculos, intervenções, cursos, oficinas, fóruns e diálogos. A programação continua acontecendo até o dia 28 de maio e todas as atividades são gratuitas. A programação de espetáculos e oficinas passa por Mauá (Espaço das Oficinas e Praça 22 de Novembro), Rio Grande da Serra (Teatro Municipal de Rio Grande da Serra), São Bernardo do Campo (Escola Prof. Paulo Bugni e Centro Livre de Artes Cênicas), Ribeirão Pires (Praça Vila do Doce e Centro Cultural - Escola de Dança), Santo André (Sesc Santo André, Praça do Carmo, Teatro Municipal de Santo André e Centro de Dança de Santo André), São Caetano do Sul (Teatro Paulo Machado de Carvalho, Sesc São Caetano e Fundação das Artes de São Caetano do Sul) e São Paulo (Centro Cultural São Paulo). Fiquem de olho!

17 de maio de 2017

Na Laje

Foto: Gustavo Morita

No ápice dos anos 90, o pagode viveu o seu auge com diversas músicas e grupos. Com inspiração nessa atmosfera, o musical "Na Laje" prorroga sua temporada, após grande sucesso de público no Teatro Viradalata, até o dia 24 de junho. A montagem tem concepção e direção geral de Fezu Duarte e dramaturgia de Marcos Ferraz, direção musical de Crikka Amorim Ivan Parente além da coreografia de Juliana Sanches. O espetáculo é uma comédia romântica musical conduzida por canções do universo do pagode que fizeram sucesso nos anos 90. Apresenta personagens cativantes e os clássicos que estão na ponta da língua dos espectadores. Lançando mão de recursos cênicos megalomaníacos, que satirizam os grandes musicais, a produção conta a história de um grupo de pessoas que vive na Cohab. Pimpolho é um cara bem legal que quer levar sua vida simples, administrando seu boteco, tocando seu pagode com os amigos e casando com sua namorada,Tânia. Contudo, o concurso de televisão nacionalmente conhecido como “A Garota da Laje” vai fazer uma seleção no bairro, algo que mudará a vida dos dois e da produtora do concurso InaraClássicos de Negritude Júnior (Cohab City), Katinguelê (Lua Vai) e Art Popular (Pimpolho e Temporal) estão no repertório. O elenco é formado por Diego Rodda, Fábio D'Arrochella, Fernando Fecchio, Marilice Cosenza, Paula Flaibann, Pedro Passari e Veridiana Toledo. O Teatro Viradalata fica na Rua Apinajés, 1387 - Sumaré, São Paulo.

16 de maio de 2017

Arte e Expressão

Foto: Alessandra Fratus

O intérprete Zé Guilherme apresenta o repertório de seu terceiro CD "Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva" no Sesc Santana, no dia 24 de maio, às 15 horas. O espetáculo, que integra o projeto Arte e Expressão - Trabalho Social com Idosos traz o olhar de um intérprete contemporâneo para um clássico da música brasileira. O disco, lançado em 2015, é uma bela homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos na época do lançamento do álbum. O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal de 18 canções do repertório do Cantor das Multidões, selecionadas em um longo processo de pesquisa sobre sua trajetória. Entre as músicas do show, destaque para “A Jardineira”, “A Primeira Vez”, “Abre a Janela”, “Aos Pés da Cruz”, “Curare”, “Faixa de Cetim”, “Lábios Que Beijei”, “Lealdade”, “Malmequer”, “Pela Primeira Vez”, “Preconceito” e “Alegria”, entre outras. Na apresentação, Zé Guilherme também tece alguns comentários, entre uma e outra canção, a respeito da vida e obra de Orlando Silva, bem como sobre o contexto social da época e as razões que nortearam sua escolha do repertório. O intérprete se apresenta acompanhado por Cezinha Oliveira (direção musical e violão), Adriano Busko (percussão), Luque Barros (baixo e violão de 7 cordas) e Pratinha Saraiva (flauta). O Sesc Santana fica na Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jardim São Paulo/SP.