21 de julho de 2017

Bartók in Rock

Foto: Leandro Almeida

A banda paulistana "Dialeto", que lança seu quarto álbum "Bartók in Rock", apresenta-se no Sesc Belenzinho com participação especial de David Cross, lendário violinista da King Crimson. Os shows acontecem nos dias 21 e 22 de julho, às 21h, no Teatro da unidade. O repertório do show traz, além das músicas do novo disco, alguns sucessos dos anos 70, da King Crimson, clássico grupo inglês que nunca se apresentou no Brasil. No álbum, a Dialeto interpreta temas do compositor erudito Béla Bartók, adaptadas para a formação de rock, com participação especial do violino de David Cross. O Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000, em São Paulo (SP).

O poeta pop voltou como dublê


Em 1990, Marcelo Brito Girard não imaginava chegar tão longe  quando publicou seu primeiro livro de poesias: "O dente cariado de Cristo." O poeta causou grande polêmica na região da Zona Oeste do Rio, sendo manchete nos principais jornais com o título de "mais um escritor maldito." O poeta foi carimbado pelo público de pop ao realizar performances curiosas e excêntricas como sair de um caixão no "Festival nacional de poesia" no Circo Voador lendo "Não vou ao meu enterro", seu poema mais conhecido. Após 9 anos lançou "Raivódio - Poesia Mix" e fecha a trilogia em 2005 com "O perfume do átomo". O poeta pop continua chamando a atenção dos jovens leitores em escolas, eventos culturais por onde passa com o sarau poesia mix, com suas performances teatrais e sua voz de locutor. Seu próximo livro "Dublê de figurante" promete. Aguardemos, então, as novidades deste lançamento!

20 de julho de 2017

O Ovo da Serpente

Foto: Ricardo Peres

Com direção de André Grecco, o espetáculo "O Ovo da Serpente", de Rudson Mazzorana, estreia no dia 5 de agosto no Viga Espaço Cênico, às 21 horas. A trama – que apresenta três personagens insólitos: Lascívia (Glória Rabelo), Jack (Zaqueu Machado) e Mike (vivido pelo próprio autor) - fala de um assassino neonazista que convida um jovem psicopata para testar o caráter de sua esposa, uma ex-prostituta judia. No entanto, algo foge do controle. Lascívia e Jack moram em uma espécie de casa-laboratório e, assombrados pelo passado, vivem uma relação que oscila entre poder e submissão, sanidade e loucura. Ela, convertida ao catolicismo, é uma prisioneira de portas abertas que guarda em uma caixa vermelha segredos e confissões. Jack, por sua vez, é médico, um assassino de aluguel integrante de uma facção neonazista empenhada na higienização de raças, utilizando os seres “inferiores” como cobaias em experimentos médicos. Jack se sente inseguro por estar envelhecendo e perdendo a força física. Com o intuito de colocar à prova o caráter e a cumplicidade de sua mulher, ele introduz o jovem Mike em suas vidas. Invasivo, ácido, perverso e astuto como uma raposa, Mike não se limita apenas a infernizar a vida de Lascívia e testar seus limites: invade ferozmente a intimidade do casal, mexendo com os brios do assassino de aluguel. O que era para ser um simples teste torna-se um pesadelo. Utilizando a mesma premissa nazista, abraçada por Jack e abominada por Lascívia, o misterioso e psicopata Mike resolve seguir adiante com seu plano de vingança. Atormentado, o rapaz usa de toda a perversidade para se vingar do casal, prendendo-os em um sádico jogo psicológico. A Viga Espaço Cênico (Sala Viga) fica na Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros/ SP.

19 de julho de 2017

Fábio Magalhães


A Caixa Cultural São Paulo inaugura, no dia 29 de julho, às 11 horas, a exposição "Além do Visível, Aquém do Intangível", que reúne a produção artística mais significativa do baiano Fábio Magalhães, desenvolvida entre 2007 e 2017. A mostra, que tem curadoria de Alejandra Muñoz. O evento de abertura conta ainda com lançamento de um livro que reúne obras do artista, produzidas ao longo de 10 anos, e uma visita guiada pelo próprio Magalhães, seguida pela mesa redonda "As Matrizes Tradicionais da Arte e a Pintura Contemporânea" com participação da curadora e do crítico de arte Jorge Coli. "Além do Visível, Aquém do Intangível" apresenta 25 trabalhos de óleo sobre tela em grandes formatos,distribuídos em cinco séries: O Grande Corpo, Retratos Íntimos, Superfícies do Intangível, Latências Atrozes e Limites do Introspecto. As obras de Fábio Magalhães surgem de metáforas criadas a partir de pulsões, das condições psíquicas e substratos de um imaginário pessoal, até chegar a um estado de imagem/corpo. Os resultados são obtidos por meio de artifícios que nascem de um modus operandi que parte de um ato fotográfico e materializa-se em pintura. O artista apresenta encenações meticulosamente planejadas, capazes de borrar os limites da percepção, configuradas em distorções da realidade e contornos perturbadores. A Caixa Cultural São Paulo fica na Praça da Sé, 111 – Centro - São Paulo.

18 de julho de 2017

Aniversário das Coisas Não Feitas

Foto: Caio Oviedo

"Aniversário das Coisas Não Feitas" estreia 19 de julho e faz temporada no Centro Compartilhado de Criação, Oficina Oswald de Andrade e Armazém XIX. Luiza é a personagem que conduz a obra, trazendo consigo as marcas de um abraço não dado.  A partir deste "não feito emocional", o espetáculo expõe frustrações e desistências como atos a serem comemorados. Em cena as atrizes Daniela Schitini e Elaine Belmonte, a acordeonista Camila Borges e a chefe de cozinha Simone Borsolari dividem o palco criando um ambiente permeado por cheiros, memórias e sensações. A comida preparada e servida durante o espetáculo torna-se também dramaturgia e é um dos elementos explorados pela diretora-coreógrafa Vann Porath que busca em seus processos composicionais a integração entre diferentes linguagens. Na sequência, o espetáculo se apresenta na Oficina Cultural Oswald de Andrade e Armazém XIX. Na trama, eram só alguns passos, bastava andar um pouquinho. Luiza não andou. Em seus joelhos dois hematomas e mais uma história se perdia. Ela não foi até a varanda, não falou com ele, nem se despediu. O que você não fez mas ainda pode fazer? O que você teve a sorte de não fazer?  E se hoje fosse um dia para comemorar tudo aquilo que você não fez? O espetáculo "Aniversário das Coisas Não Feitas" é nas palavras da atriz Isabel Teixeira "uma comemoração em fragmentos" que mescla memórias pessoais, histórias inventadas e cenas escritas pelo desenho dos corpos no espaço. O Centro Compartilhado de Criação fica na Rua Brigadeiro Galvão, 1010 - Barra Funda - São Paulo - e o espetáculo vai até o dia 02/08 - Quartas às 21h.


17 de julho de 2017

Somos todos irmãos



As reflexões autobiográficas de Mahatma Gandhi estão no livro "Somos todos irmãos". Vários séculos podem transcorrer até que apareça um grande mestre. Neste livro há uma seleção de seus discursos e escritos, compiladas com grande cuidado e discernimento por Sri Krishna Kripalani, dando ideia dos pensamentos e convicções de Gandhi. Um ser iluminado que passou a vida buscando incessantemente a verdade, nos faz refletir sobre cada assunto a medida que avançamos na leitura. Uma leitura fácil, com dizeres eficazes onde o que ele mais prega é o amor e a não-violência. Para quem está numa trajetória de descoberta interior, mais que indico.

14 de julho de 2017

Dexter em “Flor de Lótus"

Foto: Fabio Terral

Ex-integrante do grupo 509-E, o rapper Dexter retorna a São Paulo para única apresentação da turnê de lançamento de “Flor de Lótus”, disco que lançou em 2016 repleto de participações especiais de nomes como Ed Motta e Péricles, onde contou, através das canções parte de sua história de vida. No show que chega ao Teatro Itália no dia 18 de julho, às 21h, o rapper expande as histórias e aborda temas como o período que passou “exilado” – em sua própria definição – no regime prisional. Entre uma canção e uma história, Dexter propõe a discussão acerca do regime carcereiro no Brasil. O show, que já virou DVD, gravado ao vivo no Auditório do Ibirapuera, é também uma comemoração a seus 27 anos de carreira. O show que realiza no projeto “Terças Musicadas” faz parte das comemorações. O Teatro Itália fica na Av. Ipiranga, 344 – República - São Paulo.

13 de julho de 2017

Primeiramente


No dia 15 de julho, às 16h na Sensorial Cerveja, Café & Discos será lançado o livro "Primeiramente". A obra reúne 17 contos, de 17 autores, todos ambientados em uma manifestação contra o governo Temer na Avenida Paulista.  Os autores, de diferentes estilos, criaram uma galeria de personagens igualmente heterogênea. Tem catador de latinha, black block, garoto de programa, seres extraordinários, idoso com Alzheimer, militar na ativa e aposentado, gente que foi à manifestação por românticas razões pessoais, desavisados que se viram, sem querer, em meio à confusão, e ainda quem fez sua estreia em manifestações, além de personagens como uma mosca, um museu e um deus. A obra foi organizada pelas também autoras Sonia Nabarrete e Vanessa Farias. O Sensorial Cerveja, Café & Discos fica na Rua Augusta, 2389 - São Paulo - SP.


12 de julho de 2017

Clube de Leitura

Foto: Mario Miranda Filho

A quinta edição do Clube de Leitura do Sesc Belenzinho tem o próximo encontro com o escritor Marcelino Freire, no dia 13 de julho das 20h às 21h30. O livro que será abordado, na ocasião, é "Desde que o Samba é Samba", do carioca Paulo Lins. O autor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1958 e é graduado em Letras pela UFRJ. Morador da Cidade de Deus começou como poeta, integrante da Cooperativa de Poetas, por onde publicou seu primeiro livro, em 1986, "Sobre o Sol". Mas foi em 1997, com "Cidade de Deus", que veio a fama, ainda mais após a adaptação cinematográfica pelo diretor Fernando Meirelles, com quatro indicações ao Oscar. Já em 2012, lançou "Desde que o Samba é Samba" que recria ficcionalmente a invenção do samba por músicos do bairro carioca Estácio, na década de 1920. Já Marcelino Freire é natural de Sertânia, PE. Viveu no Recife e, desde 1991, reside em São Paulo. É autor, entre outros, dos livros "Angu de Sangue" e "Contos Negreiros". O Clube de Leitura é uma série de encontros mensais em que os leitores se reúnem para conversar sobre livros sugeridos pelos participantes, em parceria com o Sesc. No decorrer do ano, os convidados selecionam os livros que são temas das conversas. A entrada é franca e o evento acontece na Biblioteca da unidade.


11 de julho de 2017

A cabala do dinheiro

Foto: Heloisa Bortz

Estreia hoje no estreia no Teatro Eva Herz o espetáculo "A cabala do dinheiro". Trata-se de uma livre adaptação do livro homônimo de Nilton Bonder. Centrada nessa obra, a dramaturgia também traz inspirações dos outros dois títulos de Bonder que compõem a trilogia da Cabala (A Cabala da Inveja e A Cabala da Comida), escrita a partir da seguinte máxima judaica: “Uma pessoa se faz conhecida através de seu copo, bolso e ódio.” Na narrativa, num mundo onde os preços parecem se sobrepor aos valores, o dinheiro perde seu significado. Em meio a esse complexo tema, um casal de atores-narradores propõe um negócio entre si e com o público. Adentrar neste rico pomar que são as transações entre os valores humanos, em busca da compreensão do que está por detrás dos mistérios que envolvem o mercado e o dinheiro em nossas vidas. O mais longo dos caminhos é o que leva do coração ao bolso. A peça é uma discussão ética sobre a mágica das trocas humanas. Se, por um lado o dinheiro é elemento que promove relações perversas e idólatras, não só quando adorado mas também quando desprezado, por outro, é elemento de expansão de mercados e permite uma grande sofisticação nos vínculos da malha da vida. O Teatro Eva Herz fica na Av Paulista, 2073 – Conjunto Nacional e as apresentações acontecem às terças e quartas-feiras, às 21h.

10 de julho de 2017

Deixando para trás


Oi pessoal, gostaria de convidar a todos para ir no próximo dia 16 de julho de 2017 ao lançamento do meu livro infantojuvenil “Deixando para trás - Uma história de esperança e futuro para uma criança refugiada” na Livraria Martins Fontes Paulista a partir das 16h. O livro será lançado pela Franco Editoratem minha autoria e ilustrações de Vanessa Alexandre. A livraria fica na Av. Paulista, 509 – Bela Vista – São Paulo – SP. Para aqueles que não sabem, a história do livro pedia urgência em sua produção, pois tratava-se de um tema bem atual. Se eu corresse atrás de alguma editora, provavelmente não teria a obra publicada em tempo hábil, quiçá, se conseguisse publicá-la. Assim, tive a ideia de montar uma campanha de crowdfunding para angariar dinheiro para produzir o livro. Me dediquei arduamente por três meses para conseguir a quantia para pagar aos profissionais envolvidos e produzi-lo. Apesar de todo o meu esforço não consegui arrecadar o valor para produzir o livro. Mas logo veio a boa notícia: o livro “Deixando para trás” foi acolhido pela Franco Editora e em tempo recorde seria lançado no mercado. A Franco Editora não só entendeu a urgência da obra, mas sua importância. Na trama, abordo o tema de xenofobia e o problema do assentamento de refugiados. Kiara e seus colegas terão que fazer uma apresentação para a professora sobre o tema. A turma vai receber um colega refugiado da Síria. E o que é refugiado? Zayn entra na sala com o olhar perdido e ombros caídos, peso da vivência de uma tragédia humanitária em plena infância. Nessa trajetória de inúmeras descobertas, o que os dois não consideram é que se tornarão melhores amigos. E, mais do que isso, descobrirão na prática o que é essa tal de xenofobia. O livro “Deixando para trás” trata-se de uma história de esperança e futuro para uma criança refugiada no Brasil que fala de amor ao próximo e acolhimento. Espero ver vocês lá!

7 de julho de 2017

Livro de Ouro

Foto: Daniel Spalato

Com texto de Geraldo Rodrigues e Luciana Esposito e direção de Geraldo Rodrigues, o espetáculo infantil "Livro de Ouro" traz no elenco os atores Erica Ribeiro, Daniel Costa, Luciana Esposito e Gutto Szuster. "Livro de Ouro" reestreia dia 8 de julho no Teatro Arthur Azevedo. O espetáculo é a fonte de toda inspiração, criatividade e imaginação de uma peculiar e apaixonante cidade chamada Livrópolis. Devido a um breve descuido, o Livro desaparece e todas as suspeitas recaem sobre a doce e divertida protagonista, Sofia (Erica Ribeiro). Acompanhada de seu atrapalhado amigo de quatro patas, Millôr (Daniel Costa), nossa heroína decide fugir da cidade e se livrar, de uma vez por todas, do problemão em que se meteu. É nesse impulso fugitivo que Sofia e Millôr viverão a maior aventura de suas vidas, contando com a ajuda de personagens mágicos e misteriosos que lhes ensinarão lições valiosas que mudarão suas vidas para sempre. O espetáculo acontece aos sábados e domingos às 16h no Teatro Arthur Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 - Mooca, São Paulo.

6 de julho de 2017

On Love

Foto: Henrique Resende

"On Love" traz um olhar não convencional sobre o amor. O tratamento dado ao tema, nesta obra, foge do que poderia ser tachado como demasiado comum e esgotado e aponta um movimento contrário, de inquietação e provocação para um olhar mais sensível e humano face à frenética contemporaneidade. A estreia acontece no dia 7 de julho no Teatro Cacilda Becker. O espetáculo, construído por narrativas em primeira pessoa, propõe uma forma muito simples e se apoia na relação próxima e direta entre o espectador e a matéria narrada, provocando uma escuta silenciosa, porém participativa, sobre aspectos íntimos e moventes das relações. Seguindo essa atmosfera íntima, o diretor Francisco Medeiros optou por deixar a plateia no palco, portanto mais próxima dos atores. Motivados pelo processo de trabalho de Mick Gordon, que construiu esta obra em sala de ensaio, a Cia Barracão Cultural se lançou em uma proposta de co-autoria, na qual os atores trouxeram depoimentos próprios ou de outras pessoas para a sala de ensaio. Parte deste material integra o texto final, que se configurou como uma mistura de narrativas oriundas do texto original de Mick Gordon com as narrativas Brasileiras. A temporada acontecerá de 07 a 30 de julho - Sexta e sábado às 21h e domingo 19h no Teatro Cacilda Becker - R. Tito, 295 - Lapa, São Paulo - SP.

5 de julho de 2017

Bug Chaser – Coração Purpurinado

Foto: Alice Jardim

O espetáculo "Bug Chaser – Coração Purpurinado" estreia amanhã na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A peça gira em torno de Mark (interpretado por Ricardo Corrêa – que também assina a dramaturgia). Mark está em uma quarentena sendo analisado por uma voz, um programa de inteligência artificial. Em fragmentos e saltos atemporais, a peça conta a saga desse homem, um advogado criminalista que busca se infectar propositalmente, uma subcultura pouco discutida na comunidade LGBT contemporânea. A direção é de Davi Reis. “Falar de bareback, de um homem a procura de um vírus e de toda uma sociedade deteriorada, é trabalhar num universo particular que não deve ser entendido cartesianamente e requer cuidado para não reforçar preconceitos. O nosso desafio foi se debruçar sobre esse texto que trata de escolhas radicais e no trabalho do ator criador que lida com um personagem de extremos. Aqui, a luta contra a biopolítica impositiva e em estar fora da caixa social em que estamos automaticamente submetidos é levada ao limite. A partir da verticalização profunda no universo LGBT - abrangendo desde a sua subcultura até o mais violento preconceito sofrido - e a busca por ressignificações de lugar no mundo, pretendemos trazer questionamentos para além da simples reflexão e julgamento”, diz o diretor Davi Reis. A Oficina Cultural Oswald de Andrade fica na Rua Três Rios, 363-Bom Retiro. A temporada vai até o dia 5 de agosto, quintas e sextas às 20h, e, sábados às 18h.

4 de julho de 2017

Carne de Mulher

Foto: Lenise Pinheiro

A estreia do espetáculo "Carne de Mulher" será no dia 5 de julho no Teatro de Arena. Em "Carne de Mulher", a peça dos italianos Dario Fo(Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. Chegando ao teatro, o público encontra um pote com diversos papeis onde estão escritos nomes de mulheres vítimas de feminicídio ou que foram apagadas pela história de todas as épocas, e esses nomes vão parar na pele da performer, na carne viva, para dar vida a história de todas elas, por que a memoria não desaparece. A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação e o cenário, Claudia Assef para assinar a trilha, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres. O Teatro de Arena fica na Rua Dr. Teodoro Baima, 98 - São Paulo.

3 de julho de 2017

A memória de uma amizade eterna


Eleito um dos 10 melhores livros de 2010 pela revista Time, pelos jornais The New York Times e USA Today o livro "A memória de uma amizade eterna" traduz com simplicidade e relevância o relacionamento de duas amigas. Traz muitos obstáculos, pensamentos verossímeis, mas por vezes repetitivos em seus próprios dilemas. Normal! A leitura flui fácil e, no final, encanta com autenticidade. A história é de Gail e Caroline, duas amigas inseparáveis que só se desligaram fisicamente com a morte de uma delas. Íntimas, com um passado coincidentemente perturbador: ambas foram alcoólatras. As amigas tinham em comum a literatura: Caroline Knapp era escritora e colunista do The Boston Phoenix e Gail Caldwell, vencedora do Prêmio Pulitzer e crítica literária do The Boston Globe. E, também partilhavam o amor por suas cadelas, Lucille e Clementine respectivamente. Logo no primeiro encontro, começaram a trocar confidências e o afeto que sentiam ficou ainda mais sólido quando conversaram sobre seus trabalhos. Lentamente, as amigas foram construindo uma troca afetiva substancial, mesmo que às vezes silenciosa. Depois da morte da Caroline, Gail chegou à conclusão de que não teria outra amiga igual à ela. Ela confessa que demorou anos para compreender que a morte não quer dizer o ponto final de uma história. E acha que qualquer um de nós entra e sai da vida do outro não por causa da separação que a morte impõe, mas por causa da distância que se estabelece entre as duas pessoas.